Dica 009 - Coerência Textual

Dica 009 – Coerência textual: Ônibus Embriagado?

Coerência textual é aspecto de redação que nem sempre é bem assimilada. Às vezes, todos os conectivos, elementos constitutivos de oração/período e regras gramaticais em geral estão interpostos adequadamente. Ainda assim, a expressividade se mostra inadequada.

Certa corrente de linguistas diz que o ato da comunicação se dá quando a mensagem é compreendida, não importando de que maneira: se com discordância verbal ou de número, com erros de grafia ou fala. O ato da comunicação pode se dar dessa forma, mas é indiscutível que fala ou grafia incorretas acarretam problemas para o mensageiro, ou seja, para quem emite uma mensagem/ideia.

São conhecidos os percalços enfrentados por quem se expressa mal. Eles vão de ranhuras na imagem profissional a chacotas, passando inclusive por entreveros e discussões inúteis em função de não compreensão do que se lê/ouve. Por esse aspecto, é sempre bom ter em mente que, quanto melhor for a qualidade da emissão da mensagem, menos problemas o falante/escritor vai ter.

O Caso do Ônibus Embriagado

Recentemente, certo programa popular de emissora de TV reportou acidente com ônibus que deixou alguns feridos. Houve algumas falhas jornalísticas, como não informação do local, quantidade de pessoas atingidas, nomes de autoridades entrevistadas etc.

Porém, o que chamou a atenção dos alunos do curso FEB Fale e Escreva Bem – Redação e Expressividade foi narrativa da apresentadora:

— “O ônibus tentou (sic) desviar de um buraco na via e perdeu o controle. O motorista dirigia o veículo embriagado”.

Certamente, todos compreenderam a fala da apresentadora. Para aqueles linguistas mencionados acima, a mensagem foi emitida e assimilada. Entretanto, era perfeitamente possível evitar dualidade de interpretação.

A mensagem estaria menos propensa a chacotas se fosse expressa da seguinte maneira:

— “O condutor do ônibus tentou desviar de um buraco na via e perdeu o controle. Ele dirigia embriagado”.

O Caso do Fantasma Assassino

E não é apenas nas discussões em redes sociais que há incoerência textual. O despreparo com o idioma infelizmente é questão política que grassa no ensino básico e alcança até mesmo o ensino superior.

Nossa equipe de revisores recebe todos os tipos de textos, incluindo TCCs e artigos científicos. É inacreditável a quantidade de equívocos que encontra mesmo em formandos na área de humanas que depende muito de boa expressividade.

Incluindo em Jornalismo. Veja acima na imagem maior matéria encontrada no site G1, braço virtual de uma das maiores empresas de comunicação do mundo.

Jovem assassinada a tiros matou rapaz por engano para se vingar da morte do namorado, diz polícia.”

A manchete permaneceu poucas horas no ar. Em pouco tempo, foi corrigida. Veja aqui.

Mas então… o que é coerência textual afinal

É a percepção de encadear os termos da oração de maneira que a mensagem seja enviada com a maior possibilidade possível de assimilação com qualidade. Uma mensagem jamais é assimilada exatamente como o emissor a enviou. Jamais.

Coerência é, portanto, redigir/falar uma oração de forma que a mensagem chegue ao leitor/ouvinte com o máximo de compreensibilidade.

É isso!

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O Que É Expressividade Redacional? – Dica 008

“Londrina se classifica para a Primeira Liga 2017 pela primeira vez”.

A corrupção está cada vez mais instaladas nas raízes da sociedade brasileira. Desde dos pilares da sociedade até em que a representa como é o caso dos políticos que notavelmente estão envolvidos em escândalos de corrupção, nepotismo e negligência por parte da população. Embora haja esse mesmo comportamento por parte da população que no cotidiano age na conhecida fala jeitinho brasileiro.

O PT foi um bom partido no início quando foi criado de início. Tudo que ele queria que seria bom que nem um sonho para a sociedade brasileira ser a melhor sociedade para fazer o povo mais feliz que o mundo que a gente vive já viu deixou de ser quando a corrupção começou a iniciar a corromper as entranhas do partido do PT.

Expressividade é a capacidade de emitir ideia da melhor maneira possível

Expressividade é a capacidade de emitir ideia da melhor maneira possível


O primeiro trecho acima é chamada de matéria esportiva de emissora de TV fechada; o segundo (as partes em vermelho são grifos nossos) foi retirado de matéria do site UOL; o terceiro compõe discussão política encontrada em redes sociais.

Note que há poucos erros de ortografia ou mesmo de concordância nos três trechos. Entretanto, há graves entraves de expressão que infelizmente são comuns tanto na escrita quanto na fala.

Tais erros, via de regra, induzem a discussões terríveis capazes de omitir o sentido real daquele pretendido inicialmente, o que dá sentido diferente à ideia expressa ou ainda cria clima de desconforto.

Portanto, postagens semelhantes a esta que você está lendo têm, além de tudo o mais, caráter humano que busca melhorar a qualidade das exposições de ideias neste mundo virtual.

Palavras Têm Força…

…períodos têm mais força ainda. Imagine que você acabou de ler uma postagem com a qual concorde satisfatoriamente; imagine que, logo abaixo, alguém publicou opinião desfavorável à postagem; em seguida, você posta algo semelhante a:

  • “Esse idiota não sabe o que está falando”
  • “Nunca vi opinião mais imbecil”
  • “As pessoas deveriam ter vergonha de expor essas ideias”

…ou outra frase com esse sentido. Você tem, claro, direito a expressar sua opinião; afinal, as redes sociais são campo aberto para isso. Porém, as três frases eventualmente suas listadas acima contêm equívoco de expressividade porque não definem o destino de sua mensagem: é para o postador inicial ou para quem discordou dela?

Expressar-se Bem Não É Apenas…

… falar/escrever sem erros

Você pode não ter conhecimento da Língua Portuguesa, mas se expressar bem; pode ter grande conhecimento e não conseguir se comunicar. Quando uma mensagem é recolhida pelo ouvinte/leitor com o máximo de clareza, o emissor produziu o ato de comunicar-se.

É claro que o ideal é que regras gramaticais sejam obedecidas. Entretanto, a primeira preocupação do redator/falador é emitir a mensagem/ideia adequadamente. Não é isso que acontece nos trechos iniciais desta nossa apresentação. Veja aqui um dos motivos; veja outros aqui.

O primeiro trecho acima…

…erra na expressividade quando indica o nome completo do campeonato: Primeira Liga 2017 e, logo depois, diz que isso foi pela primeira vez.  Oras, só pode ser pela primeira vez… no ano (“2017”, no caso).

O redator pretendeu dizer que a equipe do Londrina se classificou para a Primeira Liga pela primeira vez e isso se deu em 2017.

O segundo trecho acima…

… contém erros de concordância além de pontuação completamente equivocada. Isso demonstra falta de domínio da gramática escrita a ponto de o texto perder toda e qualquer credibilidade. A transmissão da ideia/mensagem está comprometida.

O terceiro trecho acima…

…bem, quase não é necessário comentar. A inexpressividade está latente em cada pequeno trecho. Tendo sido retirado das redes sociais, imagina-se que tipo de discussão deve ter causado. Ou melhor, discussões, já que certamente há de ter propiciado críticas e piadinhas.

Pois então!

Diferença Entre “Boa Gramatica” e “Expressividade”

Boa Gramática e Expressividade são dois dos elementos de um todo que chamamos Comunicabilidade. Por sua vez, Comunicabilidade é o ato de transmitir uma mensagem, seja verbal ou não verbal. Entretanto, é possível criar um texto sem qualquer erro gramatical e, ao mesmo tempo, cometer erros de expressão. Veja abaixo como isso se dá no dia a dia.

Ambiguidade é um dos piores inimigos da expressividade.

Recentemente, o associado a nosso aplicativo Existo, logo comunico, Marcos Anselmo,  pediu mais explicações sobre expressividade. Depois de assimilar muito bem nossas conversas sobre gramática e expressão, passou a detectar percalços em textos diversos.

Ele nos enviou as imagens (veja ao fim desta apresentação) e questionou a capacidade de expressão do redator.

Nós já tivemos oportunidade de falar algo a respeito do assunto neste link. Nele, apresentamos uma reportagem sobre tragédia que ocorreu na Itália, mais precisamente na llha Ischia, que foi abatida por forte terremoto. Convidamos nossos amigos, associados e visitantes em geral a responder a uma perguntinha interessante (leia a reportagem no link e retorne a este texto):

 

Expressividade e boa gramática devem andar sempre juntas.

Expressividade e boa gramática devem andar sempre juntas.

Qual seria o equívoco que está impedindo que o texto transmita a ideia real do contexto da situação?

 

 

 

 

Pois bem. O problema de expressividade encontrado no trecho da reportagem está no uso do termo conseguiu. Diz-se que a mãe das crianças conseguiu escapar por uma janela, mas pai e crianças não conseguiram.

“Conseguir” é verbo que carrega a ideia tentar algo, buscar algo, esforçar-se por obter algo. No caso, “escapar dos escombros”. Não há erros gramaticais no trecho; entretanto, transmite falsa ideia de que a mãe tentou escapar pura e simplesmente sem se importar com os filhos e com o marido, que se preocupou com a própria vida apenas.

Com toda certeza, não foi essa a mensagem que o redator quis oferecer à reportagem.

Equívocos desse tipo e outros vistos logo abaixo constituem entraves para boa compreensão das mensagens.

Dubiedade

Ambiguidade é um dos piores inimigos da expressividade.

Ambiguidade é um dos piores inimigos da expressividade.

Também conhecida por ambiguidade. Dá-se quando a mensagem não é transmitida com clareza, o que possibilidade mais de uma interpretação. Aliás, esse é um dos grandes problemas das postagens em redes sociais.

Observe o seguinte trecho extraído de certo livro popular:

 

 

Cristina, solícita e tranquila, optou por auxiliar Paulo em sua casa. Durante a conversa, procurou fazê-lo entender que os amigos insatisfeitos reclamaram da situação. Ao fim, Cristina mostrou que estava infeliz, pois tinha visto os amigos correndo a ermo na multidão. Precisavam resolver aquele problema porque se casariam no mês seguinte e queriam os amigos na festa.

Note bem que não há erros de gramática nem de ortografia no trecho. Entretanto, a maioria dos leitores interpretaria que a casa é de Paulo, que os amigos estão insatisfeitos com Paulo, que Cristina está infeliz, que Cristina viu os amigos e que os amigos corriam na multidão, que ambos se casariam.

Entretanto, e se o autor estiver querendo dizer que a casa é de Cristina e não de Paulo? Que os amigos são insatisfeitos e não estão insatisfeitos? Que Paulo está infeliz e não Cristina? Que Paulo, e não Cristina, tinha visto os amigos? Que Paulo corria na multidão e não os amigos? Que cada um deles se casaria com seus respectivos parceiros e não entre si?.

Agora, vamos destrinchar o trecho para entender melhor:

  • Cristina, solícita e tranquila, optou por auxiliar Paulo em sua casa na casa dela.

–> Uso inadequado do pronome possessivo causou ambiguidade de interpretação. Se a casa for de Cristina, o ideal seria “em sua própria casa”.

  • Durante a conversa, procurou fazê-lo entender que os amigos insatisfeitos , sempre insatisfeitos com tudoreclamaram da situação.

–> Colocação inadequada do termo insatisfeitos criou dubiedade.

  • Ao fim, Cristina mostrou que esta estava que Paulo estava infeliz,

–> Um conflito entre conjunção integrante e pronome relativo pode causar interpretação incorreta.

  • pois tinha visto ele tinha visto os amigos

–> Omissão de termos explanadores também causam má compreensão.

  • tinha visto os amigos correndo na multidão enquanto corria na multidão.

–> Gerúndio não tem número; pode tanto se referir a sujeitos no singular quanto no plural. Neste caso, uso do verbo no singular esclarece que quem corria era Paulo.

  • Precisavam resolver aquele problema porque se casariam no mês seguinte e seus parceiros queriam os amigos na festa.

–> Omissão de termos explanadores também causam má compreensão

Expressividade nas Redes Sociais

Redes sociais são um campo aberto para equívoco de linguagem. Por ser visto inconscientemente como extensão da fala, as pessoas não se preocupam muito com a forma de redigir suas postagens

Esse fenômeno acaba criando uma série de problemas, inclusive causando dissabores terríveis entre amigos.

Nosso associado Marcos Anselmo deparou-se com “importante matéria” com o tema Fatos Desconhecidos sobre a Vagina”. Enviou-nos as imagens e os textos abaixo:

Ambiguidade é um dos piores inimigos da expressividade.

Como você vê, não há erros gramaticais e compreende-se certamente o teor da mensagem. Porém, tem-se impressão de que a “vagina não pode ficar muito tempo sentada“.

Esse tipo de construção de frase retira o sentido de importância do texto, tornando-o inócuo, sem força informativa.

Qual seria então a construção ideal?

  • A mulher que permanece muito tempo sentada oferece riscos à vagina.

Veja outro exemplo na mesma “importante matéria”:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Você compreendeu a mensagem. Porém, a construção está estanha porque dá impressão de que a vagina se autolubrifica ao entrar em contato com certa substância dos tubarões. Esquisito, não?

Construção ideal?

  • A vagina se autolubrifica por meio de uma substância que também é encontrada nos tubarões.

Nota importante: há ainda um erro de grafia. o prefixo “auto” recebe hifen somente se a palavra seguinte iniciar por “o”.

Conclusão: Comunicar-se é fácil; comunicar-se carece de prática e estudo.

Nós sugerimos que você acesse a página do aplicativo Exito, logo, comunico e esteja sempre ligado em nossas dicas na página Textos Revisados. Estamos sempre à disposição tirar dúvidas e responder a suas questões.

Até breve!

Teste: O que há de errado na Frase?

“O pai das crianças disse à televisão RAI que os meninos estavam no quarto e [sic] mãe estava em outro cômodo no momento do tremor. Ela conseguiu escapar por uma janela, mas ele e as crianças ficaram soterrados. Após o pai ser retirado dos escombros, os socorristas conseguiram tirar o bebê, que parecia passar consciente. Os outros dois irmãos mais velhos foram retirados um pouco depois.”

Dicas de Expressividade

 

Nesta segunda-feira, 21/08/17, a ilha Ischia na Itália foi abatida por forte terremoto. Dezenas de pessoas saíram feridas e infelizmente houve duas mortes. No dia seguinte, bombeiros retiraram quatro crianças dos escombros.

Saudamos a ação dos profissionais do resgate e felicitamos a família, desejando que todos se recuperem o mais brevemente possível.

O trecho acima destacado consta de reportagem do G1 de 22/08/17. Tecnicamente, o redator conseguiu transmitir a mensagem direta adequadamente. Leitores com o mínimo poder de interpretação compreendem sem grandes problemas. Entretanto, o caráter de expressividade do trecho contém um dos grandes problemas da comunicação atual.

Você conseguiria identificar o empecilho para correta interpretação do trecho ou, no mínimo, interpretação mais realista?

Nota: o empecilho não está no uso do termo “[sic]“, que é advérbio latino inserido em citações ou trechos de terceiros quando estes contêm equívocos de grafia, gramática ou expressão. Significa…

  • “desse modo”
  • “assim mesmo”
  • “exatamente assim”.

Ou seja, acima, transcrevemos o trecho literalmente da fonte mesmo com ausência do artigo definido “a” antes da palavra “mãe”.

E então? Qual seria o equívoco que está impedindo que o texto transmita a ideia real do contexto da situação?

Deixe sua participação abaixo. Esteja seguro de que nenhum dado será usado para fins que não sejam os de simples participação.

Obrigado pela participação!

Tempos Verbais: Presente Histórico

Presente é Passado. Ou futuro. Ou Não – Dica 005 – 10/07/17

Bem… antes de falarmos sobre o tema de hoje, vamos lembrar que:

  • Modo Indicativo dos verbos trata de ações e acontecimentos reais já ocorridos ou que podem ocorrer independentemente de intercorrências
  • Já o Modo Subjuntivo refere-se a acontecimentos que dependem de outros para ocorrer, dependem  de alguma espécie de condição
  • Por sua vez, o Modo Imperativo determina uma ação, ordena uma ação ou ainda faz apelo por alguma ação.

Vamos tratar dos modos verbais em postagem futura. O tempo Presente do Indicativo  é o mais usado na Língua Portuguesa, especialmente no Brasil. A fala informal o aplica até mesmo quando quase não é possível aplicá-lo, o que é muito interessante e que denota o sentido de criatividade do brasileiro quanto à fala.

Veja:

  • Faz um 21!
  • Vem pra Caixa você também.

São casos conhecidíssimos na publicidade brasileira em que o Presente é usado no lugar do Imperativo. Ocorre que, em publicidade, diz-se que o melhor é usar a linguagem coloquial a fim de aproximar o público da marca.

A meu ver, essa postura apenas incentiva equívocos gramaticais que, se seguidos em provas de Enem ou de vestibulares, com certeza tirariam alguns pontos importantes da nota final. Por outro lado, reconheço que as formas Faça um 21!” “Venha para a Caixa você também” me parecem realmente um tanto pedantes para uma peça publicitária.

O prof. Daniel Vícola classifica o tempo Presente sob a seguinte visão:

Presente Momentâneo

“Não percamos de vista o ardente Sílvio que lá vai, que desce e sobeescorrega e salta.” – M. Assis.

Fato atual, que se dá no momento em que se fala; o narrador, aqui, está presenciando as ações do personagem.

Presente durativo

A Igreja condena a pílula anticoncepcional e a Ciência a aprova.

Ações ou estados considerados permanentes.

Presente Habitual ou Frequentativo

Aqueles jovens estudam na mesma escola.

A forma verbal no presente indica um hábito, uma coisa que acontece sempre.

Mas há casos em que o uso correto do presente do indicativo parece indevido, parece incorreto. São os casos do Presente Histórico e do Presente Futuro:

Presente Narrativo (ou Histórico)

Tempos Verbais: Presente Histórico

Tempos Verbais: Presente Histórico

Trata-se de uso de verbos no Tempo Presente em narração de fatos históricos ou hipotéticos (contos, crônicas etc.) acontecidos em passador remoto.

É estratégia para dar vivacidade ao texto ou ainda para intensificar a força do fato na memória do leitor. Este se sente mais integrado, mais adentrado ao fato, o que torna o texto mais atraente e convidativo.

Veja:

  • Em 1500, Cabral chega às terras brasileiras
  • Em novembro de 80, morre um dos maiores compositores brasileiros, Cartola

Presente Futuro

É tempo verbal no Presente especial, usado para dar ênfase a uma ação, para destacá-la de outra ou ainda simplesmente para deixar o texto diferenciado, um tanto formal. Os exemplos abaixo dados pelo prof. Vícola são interessantes:

  • Vou arrumar as malas e, amanhã, embarco para a Europa.
  • Vou à Roma, depois sigo para Londres.
Tempos Verbais: Presente Histórico

Tempos Verbais: Presente Histórico

 

O uso do Presente Futuro requer uso concomitante de algum elemento que indique futuro, que pode ser um advérbio, como é o caso dos exemplos acima (“amanhã” e “depois”).

 

 

Muito bem! Use corretamente o presente histórico. Seu texto fica (ou ficará) mais agradável e oferece (ou oferecerá) mais credibilidade ao leitor.

Nossa próxima dica trata (ou tratará) de posição do pronomes perante os verbos. Sabia que há regras para posicioná-los antes, depois e até mesmo no meio dos verbos?!

Pois então!

Boa leitura e boa escrita!


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Boa leitura e boa Escrita!


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Cada Qual em Seu Quadrado – Ponha o Pronome no Lugar Certo – dica 006 – 12/07/17

É bem possível que já tenha ouvido argumentos do tipo “não é preciso falar e escrever corretamente; basta que a mensagem seja compreendida”. Essa ideia é aceitável até certo ponto, o ponto do respeito à capacidade de inteligência, à cultura e aos direitos individuais que todos temos de nos expressarmos à revelia de terceiros.

Falar e escrever bem é importante.

Falar e escrever bem é importante.

Há um pensamento recorrente no mundo da comunicação que diz “sou responsável pelo que digo e não pelo que você entende”. Se analisarmos mais profundamente essa assertiva, vamos entender que se trata da maneira mais fácil de dizer “não me comunico bem, não consigo concatenar minhas ideias e expressá-las corretamente”. E, se aprofundarmos ainda mais a análise, vamos notar algo como “sou um completo alienado em relação ao pensamento dos semelhantes”.

Se assim não fosse, não haveria tantas discussões descontroladas, descabidas e perdidas. É comum ouvirmos as frases “você não me entendeu” “fui mal interpretado” em meio a uma discussão virtual ou presencial. Isso representa bem a importância de se falar e se escrever bem. É também elemento de harmonia humana.

 

 

Falar e escrever bem não é simples questão de soberba ou de ostentação. É bem mais que isso. Quando você fala e escreve bem, está:

  • … respeitando seu interlocutor
  • … mostrando cultura, o que incentiva pessoas a obterem também
  • … expressando uma ideia coerentemente para que esta frutifique em ações e posturas
  • … instigando pessoas a se expressarem bem igualmente, de forma que haja menos conflitos sociais

Hoje, vamos estudar um pouco algumas regras oficiais para colocação do pronome em relação ao verbo. Um ex-aluno do curso FEB Fale e Escreva Bem – Redação e Expressividade solicitou-nos explicação um tanto mais detalhada a fim de tirar algumas dúvidas de amigos seus.  Trata-se de…

Colocação Pronominal

Pronomes são termos usados para representar um nome, um adjetivo, evitando assim repetição de palavras na mesma oração. Há vários tipos; o que nos interessa aqui são os pronomes pessoais oblíquos átonos: me, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes.

Falar e escrever bem é importante.

Falar e escrever bem são instrumentos de crescimento pessoal e profissional.

Em resumo, esse tipo de pronome substitui uma palavra. Ainda que a linguagem coloquial – aquela usada na fala do dia a dia – não dê muita importância a tais regras, é importante usá-las bem para evitar problemas de má interpretação textual, especialmente na linguagem escrita.

Você pode colocar o pronome antes, depois ou ainda no meio de um verbo. Essas posições são chamadas próclise, ênclise e mesóclise respectivamente. Entretanto, não se pode sair por aí posicionando o pronome a bel-prazer, à revelia de normas, sob risco de você precisar explicar novamente sua ideia.

Próclise

Você pode usar a próclise – em que o verbo está antes do verbo -, segundo as seguintes condições:

  • Quando houver Advérbios ou termos de sentido negativo…

… associados ao verbo e, claro, houver necessidade de pronomes pessoais oblíquos

–> Ninguém se engana: política é importante para uma sociedade.

O termo negativo “ninguém” atrai a próclise.

–> Nós nos encontramos agora.

O advérbio de tempo “agora” atrai a próclise.

 

  • Quando houver pronomes relativos, indefinidos ou demonstrativos…
    …associados ao verbo.

–> As pessoas às quais me refiro se mostraram claramente.

–> Outros se mostraram menos.

–> Isso me causa náuseas.

O pronome relativo “às quais”, o relativo “outros” e o demonstrativo “isso” produzem condição para uso da próclise.

 

  • Quando conjunção subordinada…

acompanhar o verbo.

–> Soube que me falariam a respeito.

 

 

  • Quando a oração for interrogativa.

–> Quando vai se dar o evento?

–> Quem se declara inocente neste mundo?

 

  • Quando a oração for exclamativa.

–> Como se demonstram inocentes!

–> Puxa! Quanto se come nesta casa!

 

  • Quando a oração for optativa, isto é, quando expressa um desejo.

–> Que a vida lhe mostre o caminho.

Ênclise

Você pode usar a ênclise – isto é, colocar o pronome após o verbo – sob as condições seguintes:

  • Quando o verbo estive no modo imperativo afirmativo ou no infinitivo impessoal ou ainda no gerúndio.

–> Calem-se todos.

–> Troquemse todos rapidamente.

–> É importante inscrever-se logo.

–> Sua intenção é evidente fazendose de esperto.

 

  • Quando o verbo der início à oração. Atenção: jamais inicie uma oração ou frase com pronomes oblíquos. É aceitável apenas em transcrição literal de fala.

–> Falei-lhe isso ainda ontem.

 

Mesóclise

Falar e escrever bem é importante.

Trata-se de se instalar o verbo entre determinadas partes do verbo, ou seja, no meio deste. Esse formato de colocação pronominal já caiu em desuso popular; é encontrada quase exclusivamente em peças jurídicas ou textos diplomáticos oficiais.

Só é possível construir a mesóclise com verbos nos tempos futuros e, ainda assim, que não atraiam a próclise.

–> Escrever-lhe-ei sobre o assunto em breve.

–> Falar-lhe-ia se me perguntasse.

Muito bem. Há ainda algumas situações especiais para uso correto da posição do pronome em relação ao verbo. São aquelas em orações constituídas de locução verbal. Mas a gente vai ser isso em outra oportunidade, pois outro um futuro aluno pediu que falássemos sobre Vícios de Linguagem que, ao contrário de Figuras de Linguagem, trata de equívocos de expressão.

A dica 007 será, então, sobre Vícios de Linguagem.

 

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Uso de tempos verbais

Tempos Verbais: Você Saber como Usar? – Dica 004 – 07/07/17

Há algum tempo*, ocorreu uma verdade guerra entre linguistas e operadores de telemarketing por conta de uso excessivo do gerúndio, tempo verbal que determina uma ação em andamento, ou seja, o sujeito da oração ainda pratica a ação do verbo enquanto o falante comunica o fato. Foi na época em que essa atividade começou a se disseminar pelo mundo corporativo do Brasil, cujas técnicas vieram dos EUA e países da Europa cujo idioma forte é o inglês. Nesse idioma, é comum e constante usar-se esse tipo de estrutura frasal.

Uso correto de tempos verbais (Crédito: assinatura)

Foi um tal de vou estar comunicando, vou estar providenciando, vou estar agilizando  (clique neste link para ver mais) que deixava estudiosos mais ortodoxos com os cabelos eriçados. A onda parece ter passado, para alívio daqueles, mas ainda se ouve esse verdadeiro arroubo linguístico pelos brasis afora.

gerundismo excessivo pode ter acabado, mas ainda existem alguns equívocos quanto a uso de tempos verbais. Esses equívocos têm custado alguns momentos hilariantes nas redes sociais e algum nível de culpa por muitas discussões acaloradas.

Para evitar desgaste comunicacional, veja abaixo para que servem e como usar corretamente os tempos verbais.

Verbo é Ação ou Expressão de Estado do Sujeito

Todo termo que contenha significado de ação, movimento ou estado de alguém ou de algo é um verbo. E está localizado em algum lugar no tempo: passado, presente ou futuro. Veja:

Os termos “ser humano” e “grupo” representam objetos, coisas, nomes identificadores de elementos , portanto, são substantivos e não verbos; “vive” exprime necessariamente uma ação – a de viver -, é, portanto, um verbo. Você pode identificar “vive” como verbo também porque consegue flexioná-lo no tempo: viveu, vive, viverá. Você não consegue flexionar os outros termos  no tempo.

Os tempos presente futuro são relativamente fáceis de usar, mas a linguagem coloquial (popular) não permite boa frequência de uso do tempo futuro, o que pode tornar a compreensão desses verbos um tanto complicada. Novamente, as redes sociais são plenas de erros mesmo quando se trata do futuro. Veja:

  • Atenção… roubarão meu carro hoje de manhã. Divulguem essa foto, por favor.
  • Amanhã, eu vou está em casa o dia inteiro.

O problema de se escrever mal em redes sociais é que uma mensagem importante pode perder o caráter de importância. A primeira postagem acima gerou uma infinidade de brincadeiras que desfocou* o sentido de urgência da mensagem. Certamente, o postador teve muito menos êxito na busca por seu carro roubado, pois confundiu a flexão do futuro (roubarão) com a do passado (roubaram).

Muitos perguntaram se ele estava prevendo o roubo; outros disseram que, então, daria tempo de chamar a polícia ou de tirar o carro do local; outros pediram para que também previsse os números da Mega Sena.

Tempos verbais e uso correto.

A mensagem do segundo exemplo acima é menos drástica, mas também criou uma série de brincadeiras e gozações que deixou* o postador em maus lençóis. Trata-se, na verdade, de tentativa de usar o que chamamos de locução verbal. Toda locução é junção de duas ou mais palavras com um sentido único. Temos locução adverbial, que tem poder um advérbio; locução pronominal, que tem poder de pronome;  locução verbal, que tem poder de verbo.

locução verbal é composta de um verbo auxiliar, que é flexionável em pessoa e tempo, e um verbo principal no infinitivo. Portanto, o correto na frase seria usar “eu vou estar em casa”.

Muito bem. E para que servem os outros tempos verbais?

Nota: abaixo, encare o termo falante como ser imaginário, narrador, que comunica a frase ou oração

Dissemos que verbos são flexionáveis no tempo (presente, passado e futuro). E é também flexionável nas pessoas verbais (eu, tu, ele, nós, vós, eles). Vamos ver abaixo as flexões quanto ao tempo.

  • Pretérito (passado)

Como o próprio nome diz, trata-se de ações verbais que acontecem no passado, ou seja, antes do momento em que o falante as comunica.

A complexidade da Língua Portuguesa divide o passado dos verbos em três módulos:

Pretérito Perfeito

É usado quando o falante se refere a uma ação que se iniciou e se encerrou no passado, ou seja, não se estende até o momento da fala.

Fui ao cinema.

Encerrei o trabalho.

Fizemos um bom almoço.

Todos os verbos acima indicam ações já encerradas antes que o falante as comunique.

Pretérito Imperfeito

É usado para emitir ideia de que uma ação já foi iniciada, mas pode ainda estar em andamento em relação a outra ação, a outro verbo.

Ia ao cinema, mas precisei voltar.

Encerrava o trabalho quando me interromperam.

Fazíamos um bom almoço, mas o molho acabou.

Note que as ações dos primeiros verbos têm início, mas não se encerram.

Pretérito Mais-que-Perfeito

É usado para definir uma ação iniciada e encerrada anterior a, dentro de ou após outra ação. Complicado? Nem tanto. O problema é que esse tempo verbal está caindo em desuso, o que dificulta um pouco a compreensão por falta de exercício. Veja.

Eu fora ao cinema após ter ido ao teatro.

Encerrara o trabalho para fazer jus ao prêmio.

Fizera um bom almoço e agradei a todos.

Note as ações dos primeiros verbos são iniciadas e encerradas em relação a outra ação.

  • Presente

É claramente o tempo verbal mais fácil de usar porque determina uma ação feita no momento em que o falante a comunica.

Estou no cinema.  (Agora.)

Encerro o trabalho. (Agora.)

Faço o almoço. (Agora.)

Observe que as ações dos verbos acontecem no momento em que o falante as informa.

  • Futuro

Também o tempo futuro é divido, em dois módulos, no caso.

Futuro do Presente

É denominado presente porque a ação vai ocorrer, de uma ou de outra forma, ou seja, o falante tem certeza de que a ação expressa pelo verbo vai acontecer certamente. Não há dúvidas de que ocorra.

Irei ao cinema.

Encerrarei o trabalho.

Farei o almoço.

O falante expressa certeza de que realmente a ação do verbo vai acontecer.

Futuro do Pretérito

Trata-se de ação que deveria acontecer no futuro em relação a alguma ação passada.

Você disse que iríamos ao cinema.

Também conhecido como futuro condicional e, como diz o nome, trata-se de ação verbal dependente de outra ação, de alguma condição momentânea ou não. Veja.

Iria ao cinema se não tivesse compromisso.

Encerraria o trabalho se tivesse tempo.

Faria o almoço se comprasse os ingredientes.

Todas as ações dos primeiros verbos acima estão condicionadas a alguma situação.

 

Na próxima dica, a 005, vamos tratar do uso de tempos verbais à parte de seus contextos. São os chamados presente e futuro históricos. É bem interessante. Sugiro que todos fiquem atentos.

Até lá!


Dica Bônus 1: Nunca use o verbo haver para expressar tempo juntamente com o advérbio atrás. Seria redundância desnecessária, pois o verbo haver já significa passado mesmo que esteja no presente.

Dica Bônus 2: No trecho “…gerou uma infinidade de brincadeiras que desfocou o sentido…”, o verbo “desfocou” está no singular, apesar de “brincadeiras” estar no plural. Por quê? Porque ele se refere a “infinidade”, que também está no singular.

O mesmo fato acontece no trecho “…criou uma série de brincadeiras e gozações que deixou o postador…”. O verbo “deixou” está associado a “série” e não a “brincadeiras e gozações”.


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Boa leitura e boa Escrita!


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